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sábado, 12 de setembro de 2009

Orquestra Sinfônica do Paraná - Roberto Duarte, regente


Francisco Mignone

01 - Dança de Chico Rei e da Rainha Ginga [do Maracatu do Chico Rei]

Alceo Bocchino

Suíte Miniatura (ballet para orquestra)
02 - I. Polichinelo
03 - II. A Boneca Italiana Quebrada
04 - III. Baião do Trenzinho Maria Fumaça
05 - IV. Hora de Dormir e Canto da Mãe Preta (macumba)
06 - V. Guerra dos Soldadinhos de Chumbo e Cortejo dos Brinquedos (rondó)

Francisco Braga

07 - Cauchemar (poema sinfônico)

Alberto Nepomuceno

Valsas Humorísticas para piano e orquestra
08 - I. Valsa nº2
09 - II. Valsa nº3: Pesante
10 - III. Valsa nº4: A tempo
11 - IV. Valsa nº5: Scherzando
12 - V. Valsa nº6: Allegro

Heitor Alimonda, piano (faixas 8-12)
Orquestra Sinfônica do Paraná
Roberto Duarte, regente

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PS: agradeço muito a informação sobre ser o Alimonda o pianista!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Almeida Prado - Obras orquestrais



01 Sinfonia Unicamp (1976), para orquestra

I. Pórtico I
II. Ciências
III. Artes
IV. Humanidades
V. Pórticos

Orquestra Sinfônica de Porto Alegre
Roberto Duarte, regente

02 Sabiá - Monumento em memória de Carlos Gomes (1977), para orquestra

I. Pedestal
II. Guirlandas
III. Ode Noturna
IV. Discurso
V. Memorial

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas
Benito Juarez, regente

03 Crônica de um dia de verão (1979), para clarinete e o orquestra

I. Matinal
II. Solar
III. Crepuscular
IV. Noturnal

Roberto Pires, clarinete
Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas
Benito Juarez, regente

04 Concerto para flauta e cordas (1981)

I. Magique
II. Récitatif-fantaisie
III. Avec joie, rapide... et aussi de l'humor
IV. Comme un appel lointain
V. Magique

Alexandre Magnin, flauta
Orchestre de chambre de Zurich
Edmond de Stoutz, regente

05 Arcos Sonoros da Catedral Anton Bruckner - Meditação Sinfônica (1996), para orquestra

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas
Benito Juarez, regente

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Harry Crowl - Obras Orquestrais


01 Icnocuícatl (1995, revisão 1998), para orquestra de câmara [mp3]
Orquestra de Câmera do Conservatório Bruckner (Linz, Áustria)
Norbert Girlinger
, regente

02 Sicut erat in principio (1998), para orquestra [mp3]
Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas
Karl Martin, regente

03 Aetherius (2002), para orquestra de cordas [mp3]
Orquestra UNISINOS
Roberto Duarte
, regente


04 De Fluminibus, 4 reflexões sobre rios (2006) para orquestra de cordas [mp3]
I. Rios Imaginários
II. Assoreamentos
III. Rios Furiosos
IV. Rios Ausentes
Orquestra de Câmara da Rádio Romena
Christian Brancusi, regente


(...)


Wellington Bujokas - A decisão de se estabelecer em Curitiba, em 1994, bem como a atração por regiões frias que você freqüentemente comenta em nossas conversas, sobretudo no interesse pelo norte e leste europeu, me parecem moldar aos poucos uma certa “estética do frio”. Como você já afirmou, as imagens externas são cada vez mais importantes enquanto motor de sua escrita — embora elas já estivessem presentes há muito tempo no seu trabalho. Da mesma forma, são parcas, na sua escrita, as sugestões a uma ação contínua que pudessem indicar direcionamento ou mesmo desenvolvimento, e a tensão tem uma tendência à estática. Por fim, você se aproximou da poesia simbolista, e obras mais recentes, como o Concerto para oboé e cordas (2001), o Concerto nº2 para flauta e orquestra de câmara (2002), Aetherius (2002), e De Fluminibus (2006), não têm o mesmo colorido orquestral que a Sinfonia nº1 e o Icnocuícatl (1995). Seria pertinente falar em uma "estética do frio"?

Harry Crowl - A sua observação é muito interessante, mas nunca pensei necessariamente numa "estética do frio". Como nasci e cresci numa região montanhosa, o frio sempre fez parte da minha vida e físicamente, sempre me senti melhor no frio que no calor. Talvez, por isso sempre tenha olhado para a idéia do país tropical com uma certa desconfiança, embora sinta também muita atração pelas cores vivas e intensas das regiões quentes. Em Curitiba, mergulhei num universo mais intimista e passei a ter acesso a intérpretes e grupos musicais mais próximos de mim. Quando vivia em Ouro Preto, não tinha qualquer músico à minha volta. Quase não tinha com quem falar do meu trabalho, o que muitas vezes me levava a um estado depressivo. Em Curitiba, apesar dos senões freqüentemente colocados por nativos e alguns forasteiros, encontrei um local de trabalho perfeito, onde posso interagir com meus pares na medida da minha necessidade.

O Concerto para oboé foi escrito para o oboísta Lúcius Mota, de Tatuí, mas também para a Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba. Aetherius foi escrito para a Orquestra Sinfônica da USP. De Fluminibus, para um concurso de composição em Belo Horizonte e o Concerto nº2 para flauta foi escrito e estreado pela Orquestra Filarmônica da UFPR e o flautista paranaense Fabrício Ribeiro. Nessas obras, assim como em Icnocuícatl, há um elemento de perda, algo um tanto elegíaco. Aetherius faz referencia à morte do meu primo Erich Mathias, que era um cientista político envolvido com questões do terceiro mundo. Éramos um tanto como irmãos e tínhamos idade bem próxima. Quando vivi nos EUA, morei na casa da minha tia, e tínhamos uma convivência constante. Ele sempre vinha ao Brasil me visitar. Ele morreu num inexplicável acidente de carro chegando a Iowa City, depois das festas de ano novo, em 1999. Foi uma época complicada de minha vida, mas que pude superar numa boa por que o mundo à minha volta me apoiava. Sentia-me como se Curitiba tivesse sido sempre a minha cidade. Rapidamente, comecei a absorver os elementos à minha volta, sem esquecer naturalmente, a experiência anterior.

(...)

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui

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