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sábado, 10 de janeiro de 2009

IN ITINERE: Música eletroacústica



Obras de Anselmo Guerra, Paulo Guicheney, Cristiano Figueiró e Ana Lúcia Fontenele.


Faixas: clique na segunda figura para ampliar.

Grupo de Música Eletroacústica - Universidade Federal de Goiás

O Grupo de Música Eletroacústica nasceu como projeto de extensão do Laboratório de Pesquisa Sonora - LPqS. O objetivo geral da pesquisa desenvolvida no LPqS envolve experimentos em síntese, análise espectral e performance musical interativa, explorando as possibilidades da interface homem-computador.

O projeto reúne pesquisadores e alunos vinculados ao curso de graduação em Composição Musical e ao Mestrado em Música da Universidade Federal de Goiás-UFG, sob a coordenação de Anselmo Guerra. O projeto do LPqS foi selecionado pelo edital de infra-estrutura – SESU/MEC1999 da UFG, que financiou seus equipamentos.

IN ITINERE, uma amostra da produção artística desenvolvida por compositores que integram o LPqS, recebeu patrocínio pelo Programa PETROBRÁS Cultural através da Lei Rouanet, LEI DE INCENTIVO À CULTURA - MINISTÉRIO DA CULTURA.O Grupo de Música Eletroacústica da EMAC-UFG se constitui como o pioneiro do gênero em Goiás e este CD o primeiro de eletroacústica produzido no Estado, tornando-se um marco histórico para a música brasileira.


The Eletroacoustic Music Group was conceived as an extension project at the Sound Research Laboratory – LPqS. The main objective of the research developed at LPqS involves synthesis experiments, spectral analysis and interactive music performance, exploring the man-computer interface possibilities.

The project unites researchers, under graduate and M.A. students at the Faculty of Music at Federal University of Goiás-UFG having Professor Anselmo Guerra as its Coordinator.
His project was selected as the best UFG project – Federal University of Goiás by Brazilian Ministry of Education 1999 infra-structure edital SESU.

The Eletroacoustic Music Group at EMAC-UFG is a pioneer of its type in the State of Goiás and IN ITINERI is the first CD of eletroacoustic music produced in the State, sponsored by PETROBRÁS. A historical landmark for Brazilian music.


DOWNLOAD (link atualizado em 21/11/2010)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Radamés Gnattali - Obras para Piano (Roberto Szidon)


1 Manhosamente (Choro)
2 Perfumosa (Valsa)
3 Negaciando (Choro)
4 Carinhosa (Valsa)
5 Canhoto (Choro)
6 Vaidosa (Valsa)
7 Rapsódia Brasileira
8 Toccata
9 Valsas

Roberto Szidon, piano

Deutsche Grammophon
1978

DOWNLOAD


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A música de Silvio Ferraz


Silvio Ferraz em depoimento na Sala Adoniran Barbosa
no Centro Cultural São Paulo em 11/08/2005.
Fotógrafo: Carlos Rennó
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:: Silvio Feraz

Silvio Ferraz é compositor, nasceu em 1959 na cidade de São Paulo. Foi aluno de Willy Correa de Oliveira, Gilberto Mendes e George Olivier Toni na Universidade de São Paulo. Sua produção composicional é marcada por intenso ecletismo, evoluindo de uma postura pós-serial nos anos 80, passando por um “minimalismo” cuja base teórica remete ao compositor Olivier Messian, proposições que ainda figuram em seu trabalho porém mescladas à idéias provenientes da New-Complexity, tendência composicional conduzida por Brian Ferneyhough, a qual de certo modo, o recolocam em ligação com Willy Correa em seu período anterior a 1980. Desde 1985, participa dos principais festivais brasileiros de música contemporânea, sobretudo do Festival Música Nova e da Bienal de Música Brasileira Contemporânea; no exterior participou do Festival d’Automne à
Paris 1994, Sonidos de las Américas, Carnegie Hall, Nova York, em 1996 e do Encuentro Internacional de Musica Contemporanea, Chile, 2006.

Doutorou-se em semiótica na PUC-SP. Sua obra tem sido interpretada por conjuntos instrumentais especificamente dedicados à música nova, como o Grupo Novo Horizonte e o Duo Diálogos do Brasil, The Nash Ensemble e The Smith Quartet da Inglaterra, o Ensemble Contrechamps da Suíça, The Ictus Ensemble e Het Spectra Ensemble da Bélgica e o Ensemble Nord da Dinamarca. Dedica-se à música nova e principalmente aos modos de jogo instrumentais, à música eletroacústica. É autor de Música e Repetição: aspectos da questão da diferença na música contemporânea (São Paulo: Educ/ Fapesp, 1997) e Livro das Sonoridades (Rio: 7 letras, 2005) e de diversos artigos no campo da análise musical de obras do pós-guerra.

Foi Bolsista da Fundação Vitae em 2003, pesquisador associado à Fapesp desde 1997 e pesquisador do CNPQ, desenvolvendo projetos com principal enfoque na criação de aplicativos para transformação de audio e automação de processos criativos. Recebeu os seguintes prêmios: VI Concurso Ritmo e Som, UNESP, 1º prêmio: Na Seqüência Infinita das Figuras, 1990; 1º Concurso Nacional de Composições para Contrabaixo, 1º prêmio: Estudo de Cores para uma Cena de Erosão, 1991; Concurso Firestone de Música Criativa, prêmio para a composição instrumental Várzea dos Pássaros de Pó, 1992.

Desde 2003 é professor de composição e harmonia no curso de música da Universidade Estadual de Campinas.


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:: Por uma música que não faz falta

Não sei muito bem o que falar num depoimento em relação ao meu trabalho. É difícil, primeiro porque nem sei muito bem o que é isto que chamo de o meu trabalho, isto que venho tentando fazer; não sei qual sua real importância. Só sei que é importante para mim; mesmo quando não quero, eu escrevo música. Não escrevo porque alguém encomenda, aliás, isso ocorre raramente. Escrevo música quase que só para mim.
De tempos em tempos, sou acordado por uma idéia, um gesto sonoro qualquer; uma frase melódica, um som qualquer que fica ali meio que voltando o tempo todo. Estou tranqüilo em casa, e lá volta aquela frase, aquela sonoridade, aquela estrutura rítmica.

Às vezes, esse tipo de assalto acontece por eu ter ouvido uma música, por ter assistido a algum espetáculo, por ter visto alguma festa popular. Ainda outro dia, foi o dobrar de um sino em Tiradentes, Minas Gerais, para uma cerimônia fúnebre que disparou esta coisa de ficar sendo perseguido por uma música que não sei onde está nem como é, tomado por essa imagem sonora. Sou constantemente atormentado por isso. Ela volta e volta e não pára de voltar enquanto não for colocada no papel, enquanto não virar partitura. Deve haver algum prazer nessa sensação porque eu demoro muito para tomar coragem e passar para a partitura, por isso produzo muito pouco.

Há muito tempo, escrever música para mim deixou de ser uma atividade pública; alguma coisa que faço para músicos, que faço para um público, que faço para um evento qualquer. Tive de fazer isso recentemente em um concurso para professor; nos obrigaram a escrever uma peça de uns três minutos em mais ou menos seis horas. Seis horas em um casulo, trancados, com um vigia na porta e autorização para ir ao banheiro apenas acompanhado por ele. Foi gratificante ter provado para mim mesmo que era capaz de escrever uma música em algumas horas. Mas não é essa a minha dinâmica. A razão é simples. A música que escrevemos, contemporânea, raramente é tocada. Ninguém pede por ela. Ela não diz respeito ao lugar em que vivo, neste país cheio de sol e estardalhaços. Se, como professor de composição na UNICAMP eu passar dez anos sem escrever música, ninguém vai reparar. A imagem que me vem é de uma música pequena, um pequeno mundo cheio de detalhes, e o que o mundo de hoje menos quer é detalhe. Uma música cheia de detalhes que pede atenção às sutilezas. Me parece que o mundo de hoje é o do borrão de uma dimensão só, que sutileza é aquilo que é proibido. Essa música dificilmente se fará pública, visto que o público hoje em dia é ligado aos entretenimentos. Será ainda mais difícil ela se fazer pública; eu diria que ela está no avesso da cultura e que ninguém se dá conta de que ela existe. Quando digo que ela não faz falta, é para o público em geral. Aliás, o que é um público hoje em dia? Mas essa música, estranhamente, me faz falta, e tenho colegas que compartilham desse mesmo sentimento.
(...)
Então, é um pouco por isso que não sei o que dizer em um depoimento, porque faço uma música que aparentemente não faz falta aos outros. Faço algumas perguntas o tempo todo, sobretudo quando adveio este convite. O que é essa música que escrevo no mundo em que vivo? É uma música que está fora do mundo dos comuns. Claro, gostaria que ela pertencesse também à cultura dessa gente que nos rodeia, que está mais perto de nós. Mas o que é a cultura de uma gente? É tudo aquilo que leva a dançar, cantar, chorar, rezar, cozinhar, se acasalar. Sutilezas. E se
existe a cultura de uma gente, existe sempre a cultura daquele que não quer que essa cultura vingue: a trilha sonora dos momentos especiais, a música de passatempo para o chato quotidiano (aquilo que chamamos de entretenimento e que diz respeito diretamente ao trabalho capitalista: uma hora você trabalha, outra você vive o tédio de não estar trabalhando e aí você se entretém com alguma coisa até chegar a hora de ir trabalhar de novo).

Não sei se fica claro que dançar e cantar não são entretenimento, são sim, manifestações de um povo, exigem uma técnica, um envolvimento, um fazer, uma forma de viver juntos. Já o entretenimento não pede nada, nem atenção ele pede. Você pode levantar, interromper quando quer, comer enquanto se entretém, falar de outra coisa. Não impede nem que você descanse. Bem, toda música corre riscos. Pode ser que não seja para entretenimento, mas não sendo da cultura de uma gente, ela corre o risco de ser enfeite de esnobes. Coisa para políticas interpessoais das mais baratas.

No fundo, essa música contemporânea até fica bem mantendo-se ausente; quase sem gravações, com ralas apresentações em concertos. A resposta não está em modificá-la. Algumas pessoas pensam assim: ter um público. Não é o meu caso; escrevo para me livrar de idéias que me incomodam.

Então me pergunto: Para que um depoimento de alguém que faz uma coisa que mal existe? Que estranho culto é esse? Sobretudo neste país pobre em que os afetos são tão elementares. Qual é o lugar de afetos tristes, lamentos, réquiens, sussurros, jogos de timbres? Qual é o lugar para essas pequenas coisas que nos arrancam de nossos apegos cotidianos quando o que se quer é justamente que não se saia do cotidiano? O lugar talvez seja o de resistir solitário ao que chamamos de um povo sem cultura, um povo que não consegue sequer chorar sem que seu choro vire entretenimento de alguém.

Dia a dia, é a espessura daquilo que chamávamos de cultura que se perde. Torna-se dia a dia mais rala e, se resiste, é em pequenas comunidades. E a cultura tornando-se rala, que espaço tem a música se não é para se ficar feliz nem para se curtir fossa nem para passar o tempo nem para tornar o ambiente mais agradavelmente cult? Que lugar tem hoje em dia uma música que fala da morte e da dor e que não faz parte da cultura de uma gente?

Volto para o meu mote inicial: Para que um depoimento de alguém que faz uma música que não existe, de um compositor que não existe, a não ser para ele mesmo e para um pequeno ciclo de amigos que o cercam? Digo isso porque sei que alguns dos meus colegas compositores também vivem coisas parecidas, e por isso mesmo passo a falar disso que não tem nada de pessoal, e fala menos de uma pessoa específica do que de uma forma de vida que acabou, de uma coisa que acabou no jogo de achatamento, de decomposição das dimensões do que se chamava por cultura.
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[leia a entrevista na íntegra: clique aqui]
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Clique aqui --->para baixar músicas e partituras de Silvio Ferraz
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

NATAL: Obras do Museu da Música de Mariana



Obras anônimas e de Francisco da Luz Pinto (?-1865) e C. G. de Moura

Anônimo

1-36. Matinas de Natal

Francisco da Luz Pinto

37-66. Te Deum

C. G. de Moura

67-68. Hodie Christus natus est (Solo ao Pregador)

DOWNLOAD:

encarte (com todas as faixas e informações históricas)

CD

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Noturno Brasileiro (Marcus Llerena, violão)


Heitor Villa-Lobos


01 Sexteto Místico (1917)

César Guerra-Peixe

7 Lúdicas Para Violão e Cordas (1980)
02 I. Notas Repetidas
03 II. Organum Acompanhado
04 III. Diferencias Brasileñas
05 IV. Diálogo
06 V. Dança Negra
07 VI. Modinha
08 VII. Urbana

Ernst Mahle

Diálogo Para Violão e Cordas (1971)
09 I. Largo
10 II. Vivo

Marcus Llerena

11 Aurora - Impressões De Viagem (1978), para pequena orquestra

Marcus Llerena, violão
Orquestra Brasil Consort (faixas 2-10)
Jaques Morelenbaum, regência (faixa 11)

Citadela Classics

DOWNLOAD (link atualizado em 8/2/2011)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Francisco Mignone - Festa das Igrejas, Maracatú do Chico Rei (OSMG, Machado)


1 Festa das Igrejas

I. São Francisco da Bahia
II. Rosário de Ouro Preto - Minas
III. O Outeirinho da Glória - Rio de Janeiro
IV. Nossa Senhora da Aparecida - Aparecida

2 Maracatú de Chico-Rei
Bailado Afro-Brasileiro em 10 movimentos

I. Bailado
II. Chegada do Maracatú
III. Dança das Mucambas
IV. O Príncipe Dança
V. Dança dos 3 Macotas
VI. Dança de Chico - Rei e da Rainha N'Ginga
VII. Dança do Príncipe Samba
VIII. Dança dos 6 Escravos
IX. Dança dos Príncipes Brancos: Minuetto - Gavota
X. Dança Final


Orquestra Sinfônica de Minas Gerais
Coral Lírico da Fundação Clóvis Salgado
David Machado, regente

Coleção Alcoa de Música Erudita Brasileira

DOWNLOAD


Maracatú de Chico - Rei

A História do Brasil registra o caso de uma tribo africana aprisionada em sua terra e mandada num navio negreiro pro Brasil. Aqui, os componentes da tribo foram vendidos como escravos em Minas. Mas o rei da tribo, que recebera aqui o nome de Chico, conseguiu com o seu trabalho, alforiar-se. Continuou trabalhando e alforiou a sua mulher e juntos, continuaram libertando todos os membros restantes da tribo. Foram esses libertos, a tribo de Chico-Rei, que formaram em Ouro Preto, a confraria do Rosário, com seu trabalho e sem dinheiro. Nos dias de festas, festas sempre misturadíssimas de catolicismo e feiticismo africano, os negros vinham em cortejo, dansando (Maracatú se chama no Nordeste, a esses cortejos coreográficos) até a igreja. Na frente desta havia uma pia, aí deixando o ouro que servia para as despesas da construção. O bailado, baseado nessa tradição histórica, apenas modifica esse final da tradição, fazendo o ouro deixado nesse dia, servir para alforiar os seis membros da tribo, que ainda aparecem como escravos. Isso, permite ainda o aparecimento de dois personagens brancos (com o seu seguito) o que trará mais diversidade e permite o emprego episódico e descansante de música de caracter europeu.

Mário Morais de Andrade

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Almeida Prado - Obras para piano & piano e violino


01 Cartas Celestes I, para piano

O Rosário de Medjugorjie, para piano

1. Mistérios Gozosos
02 I. Anunciação do Anjo à Maria
03 II. Visitação
04 III. Natal
05 IV. Apresentação do Senhor
06 V. Jesus reencontrado no Templo

2. Mistérios Dolorosos
07 I. A agonia de Jesus no jardim de Gethsemani
08 II. Jesus é flagelado
09 III. Jesus e coroado de espinhos
10 IV. Jesus carrega sua cruz
11 V. Jesus morre na cruz
12 VI. Postlúdio - A descida aos infernos


3. Mistérios Gloriosos
13 I. Prelúdio - O arcanjo Miguel anuncia a Ressurreição de Jesus
14 II. Jesus, vencedor da Morte e senhor da Vida!
15 III. Jesus ascende em direção a seu Pai
16 IV. Jesus envia o Santo Espírito, Deus, Senhor, fonte da Vida e da Santidade
17 V. Jesus chama sua Mãe e a Virgem Maria ascende ao Paraíso com os anjos
18 VI. Jesus coroa sua Mãe, Rainha do Universo, da Paz, dos Anjos, dos Santos, dos Homens, Mãe da Igreja
19 VII. Postlúdio - Os Anjos anunciam a vinda de Maria a Medjugorjie Mir! (Paz!) Mir! (Paz!)


20 Sonata nº 3 para Violino e Piano

Luiz Senise, piano (faixa 1)
Elizabete Aparecida, piano (faixa 2-19)
Helenice Audi, piano (faixa 20)
Constança Almeida Prado, violino (faixa 20)

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