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sexta-feira, 2 de março de 2012

Prelúdios em Porto Alegre (Luciane Cardassi)


Este CD bem que poderia se chamar "A Música de Porto Alegre - Erudito II", pois tem uma proposta muito parecida com o Erudito I, infelizmente sem continuação: repertório camerístico de compositores portoalegrenses. Se o primeiro continha peças escritas até aproximadamente 1935, aqui temos repertório pianístico que vai de 1950 até o final do século. Se o outro havia parado na geração de Luiz Cosme, Radamés Gnattali, aqui começamos pelo finalzinho dela, com obras já do último quarto da produção do Armando (os Sonhos) e já entramos na geração seguinte, do Bruno Kiefer e do Paulo Guedes, aqui representada por Terra Selvagem. Essa peça foi dedicada à esposa de Bruno, Nídia Kiefer, fundadora do Projeto Prelúdio, que foi onde eu li meus primeiros compassos de música. Curiosamente, os prelúdios que dão nome ao CD, de autoria de Fernando Mattos, também são dedicados à Nídia (vide texto abaixo). Seguimos a jornada com compositores mais recentes todos vivos e atuantes, terminando com o Estudo Paulistano de Celso Loureiro Chaves (recomendo vivamente a leitura do artigo do Celso que está disponível nos anais do congresso da ANPOMM de 2003 que aborda o processo composicional dessa peça para piano mão esquerda). Economizo meu 'tagarelismo' e deixo os comentários às peças ao professor Celso, que escreveu o texto constante do encarte. Agradeço à Luciane Cardassi, primeiro por esse projeto que ora postamos, e depois pelo efusivo apoio à disponibilização do material. Junto com o Erudito I, garanto ser esse disco uma mais que digna introdução ao mosaico musical dessa cidade.


Armando Albuquerque
1 - Sonho I (1950)
2 - Sonho II (1952)
3 - Sonho III (1974)

Bruno Kiefer
4 - Terra selvagem (1971)

Flávio Oliveira
5 - Round about Debussy (1989)

Lourdes Saraiva
Três Prelúdios e fuga (1994)
6 - Prelúdio 1
7 - Prelúdio 2
8 - Prelúdio 3
9 - Fuga

Fernando Mattos
Prelúdios em Porto Alegre
10 - Agressivo
11 - Veloce
12 - Delicato
13 - Presto agitato
14 - Affetuoso
15 - Brilhante

Antônio Carlos Borges Cunha
16 - Lagos (1991)
17 - Pamânder (1997)

James Correa
18 - Ékdysis (1996)

Celso Loureiro Chaves
Estudo Paulistano (1998)

Luciane Cardassi, piano

mp3 320 + encarte/booklet (Português/English)






View more presentations from gersonastolfi
(recomendo abri-lo no slideshare para melhor vizualização. Todo modo, está em alta qualidade no arquivo acima)

Fernando Mattos sobre Prelúdios em Porto Alegre

Surgiu do convite do amigo compositor James Corrêa para escrevermos uma série de peças sobre a cidade de Porto Alegre; o próprios James escreveu um Retrato Cubista para a Cidade de Porto Alegre, para violino e piano (registrado em CD da Eldorado com Cármelo de los Santos e Catarina Domenici) e eu escrevi os Prelúdios em Porto Alegre (registrado em CD pela pianista Luciane Cardassi). A idéia original era de retomar o sentido do termo ‘prelúdio’ como a primeira etapa para a realização de alguma coisa, nesse caso a música. A peça foi dedicada à professora Nídia Kiefer, criadora e coordenadora do Projeto Prelúdio, uma escola de música para crianças e jovens da Pro-Reitoria de Extensão da UFRGS, onde eu trabalhava como professor de Violão e Teoria Musical, na época. Assim, cada peça foi concebida como o prenúncio de um encontro entre dois músicos internacionalmente conhecidos na cidade de Porto Alegre. O Prelúdio nº 1 inicia como uma abertura solene de ópera à moda francesa do século XVII, como era comum na corte de Luis XIV, nas óperas tocadas pela sua orquestra ‘Os Vinte e Quatro Violinos do Rei’, comandada pelo italiano alla francesaJean-Baptiste Lully – é como se Lully tivesse encontrado em uma caminhada pelas ruas de Porto Alegre um compositor de ópera contemporâneo, como Philip Glass, e ambos começassem a discutir os valores mais importantes da música dramática segundo os moldes aristotélicos; o Prelúdio nº 2 seria o indício do encontro entre Johann Sebastian Bach e Chick Correa, em que um improvisaria algo virtuosístico para o outro, na tentativa de fazê-lo reagir à sua própria música – tem-se, desta forma, o contraponto imitativo tão caro ao mestre barroco e os ritmos irregulares característicos do músico de jazz; oPrelúdio nº 3 se caracteriza por uma dúvida: como seria um concerto de Keith Jarret tocando os prelúdios de Shostakovich no Theatro São Pedro? É escutar para saber; o Prelúdio nº 4 é um retrato sonoro do encontro entre Ludwig van Beethoven e Béla Bartók em meio a uma tempestade subtropical à beira do lago Guaíba, em que os ritmos assimétricos e a utilização do piano como instrumento percussivo, próprios da técnica compositiva de Bartók, se espelham nos trinados transfigurados em elemento tímbrico, como é comum em várias peças do mestre alemão para piano – um toque latino-americano se encontra na divisão ‘3+3+2’ da métrica 8/8, a partir do compasso nº 26, é interessante notar como esse ritmo também é comum na música folclórica do leste europeu (a terra de Bartók onde Haydn, o mestre de Beethoven, viveu e seu discípulo jamais pisou); o Prelúdio nº 5 é uma referência ao quarto prelúdio de Frédéric Chopin, porém com a quebra da quadratura do número 4 (lembre-se que o quadrado é considerado como a figura geométrica perfeita fechada em si mesma desde Pitágoras) pela irregularidade e assimetria necessárias do número 5: o prelúdio chopiniano concebido em Porto Alegre é o de número cinco (em vez de ‘quatro’, como o prelúdio de Chopin) e se desdobra em compasso de cinco tempos (em vez de quatro, como no prelúdio de Chopin), mesmo a introdução em compasso de seis tempos se manifesta com apenas cinco ataques, sendo que o sexto tempo é somente uma projeção sonora da díade atacada no quinto tempo e, naturalmente, a nota melódica principal (fá) se encontra na quinta superior da nota melódica principal (si) do prelúdio de Chopin – não a quinta justa (que seria perfeita, quadrada e fechada em si mesma), mas a quinta diminuta (mais adequada, neste caso); oPrelúdio nº 6 é, na verdade, um estudo em oitavas à moda de Franz Liszt ou de Frédéric Chopin, como se os dois mestres do piano do século XIX se encontrassem em uma tarde ensolarada de inverno em Porto Alegre e cada qual pretendesse demonstrar seu pianismo para o outro através de um estudo de virtuosidade.

H.Villa-Lobos concerto para harpa

Nunca fui mto fã de harpa e nem conheço muito o repertório,porém esse concerto é brilhante.Infelizmente no período em que ele foi composto não teve a reputação que se esperava,já que no mesmo período o compositor argentino A.Ginastera também lançou um concerto para harpa e que na época foi estonteante.Mesmo assim eu prefiro o do Villa.
Neste post tem duas versões do concerto,bom proveito!
Download
PS:informações adicionais no próprio arquivo

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Uma Idéia de Café - A Música para Piano de Armando Albuquerque (Celso Loureiro Chaves)



No meu primeiro contato com a música de Armando Albuquerque, através das gravações do cd "A Música de Porto Alegre - Erudito I", lá pelos 13 anos, minha reação imediata foi de repulsa. Especialmente àquela criança, soava algo bárbaro. Eram peças, em sua grande maioria, compostas naquilo que Celso Loureiro Chaves chama "estilo trepidante", todas muito curtas e notadamente agressivas. Todavia, sempre voltei a escutá-las e com o tempo já me atraíam, mas de modo peculiar, queria entendê-las, mas não fazia ideia de como. Recentemente, tive acesso a esse CD gravado pelo Celso, em que há uma amostra muito mais representativa da música de Armando. Ao escutá-lo, o que era repulsa acabou se transformando em fascínio. O lá insistente que abre a Evocação a Augusto Meyer me estremeceu à primeira audição. Atentem à incrível força expressiva dessa peça. Mas deixemos que fale o aluno, amigo e intérprete de Armando. O encarte incluído no arquivo traz excelentes informações e breves análises de cada uma das peças. Uma ótima audição!

Suite Bárbara Infantil (1944-46)
1 - Vivo
2 - Vagar
3 - Brutal
4 - Lento
5 - Bem ritmado (animado)
6 - Um pouco lento
7 - Pequeno Estudo e Fantasia

8 - Outono (1941)

Uma Idéia de Café
9 - Lento
10 - Semínima = 152
11 - Semínima = 100

Motivação (1945)
12 - Alegreto
13 - Alegreto mais animado
14 - Lento
15 - Também lento
16 - (Estudo) Alegro

17 - Tocata (1948)

Suite (infantil) 1952 (1952)
18 - Simples
19 - Marcha
20 - Valsa
21 - Dança (luta do si bequadro contra o si bemol. Quem vencerá? Veja no fim)

22 - Evocação de Augusto Meyer (1970)
23 - Sonho III (1974)
24 - Peça para Piano 1964 (1964)

Celso Loureiro Chaves, piano

mp3 + encarte/booklet (Português/English)
(Gentilmente cedido pelo Celso)


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A Música de Porto Alegre - Erudito I


Este CD faz parte da série "A Música de Porto Alegre", da Prefeitura da capital gaúcha, que teve os volumes "As Origens", "Regional", "O Choro", e este que ora posto. O projeto teria 13 volumes, mas creio que acabou ficando por aí, após a mudança de gestão da Prefeitura. Uma pena. No arquivo para download incluí o encarte que acompanhava o CD. É certo que hoje já há pesquisas acadêmicas bem mais detalhadas e precisas do que as que serviram de base ao fascículo, mas não deixa de ser um valioso material. Como refere Flávio Oliveira no encarte "As músicas que aqui reunimos podem não ser as mais representativas do conjunto da obra de cada um dos compositores do período por nós arbitrado [1871-1935] mas, certamente, são uma referência concreta para um primeiro contato com sua linguagem'. A que se saiba essa foi a primeira gravação de obras de Murillo Furtado e Assuero Garritano. As duas gravações de Armando Albuquerque tocando suas próprias peças foram extraídas do LP "Mosso" de 1978. Atente-se para o fato de que a "Brincadeira de Pegar" de Luiz Cosme é na verdade uma versão para violino e piano da "Dança do Fogareiro", ambas presentes neste CD. Uma ótima audição! Desfrutem dessa pequena jóia!

Assuero Garritano

1 - Torre Feliz (texto de Ernani Fornari/1932)
2 - Novena à Senhora da graça - VII Canto (texto de Theodomiro Tostes)
Carla Maffioletti, voz
Elda Pires, piano

Luiz Cosme

Três Manchas, para piano (1931)
3 - Saci Pererê
4 - Canção do Tio Barnabé
5 - Dança do Fogareiro
Marcello Cazarré, piano

6 - Mãe dágua canta (1931)
7 - Oração à Teiniaguá (1932)
8 - Brincando de Pegar (1934)
Maly Weissemblum, piano
Marcelo Guerchfeld, violino

Murillo Furtado

9 - Coxilhas Verdes, modinha, op. 56 (texto de Lola de Oliveira/1920?)
Carla Maffioletti, voz
Elda Pires, piano

10 - Berceuse Orientale (Morceau Caracteristique), op. 39 (1909?)
Maly Weissemblum, piano
Marcelo Guerchfeld, violino

11 - Paisagem Mística, op. 38 (1909)
Elda Pires, piano

12 - Entrada (introito ad altare Dei), op. 69
Anne Schneider, órgão

Araújo Vianna

13 - Estudo de Concerto, em dó menor
14 - Estudo de Concerto, em sol bemol maior
Olinda Alessandrini, piano

15 - Amor (texto de Raymundo Monteiro)
16 - Ninna-Nanna, op. 16 (texto de D. Nino Roretti)

Adriana de Almeida, voz
Olinda Alessandrini, piano

Armando Albuquerque

17 - Uma idéia de café (1928)
Lento
Semínima = 152
Semínima = 100

18 - Seis impressões de 1928
I - Mancha
II - Alvorada
III - As tropas
IV - Ao herói
V - Marchando de noite no sertão
VI - Espanholada

19 - Motu nonperpettuum ou A mastigação do bárbaro ou cantilena - a mulher do bárbaro embalando o filho mas não se ouve porque ele mastiga muito forte (1928)
20 - Mosso (com mossidade, p.ex.: eu sou um homem mosso, i.e. na flor da idade/1928)
21 - Noite bárbara (1929)
22 - Chourâma (1929)
23 - Crepúsculo no mar (1933)

Celso Loureiro Chaves, piano

24 - Chopp (1929)
25 - Pathé-Baby (1926)

Armando Albuquerque, piano

Radamés Gnattali

3 Poemas de Augusto Meyer
26 - Violão (1931)
27 - Oração da estrela boieira (1931)
28 - Gaita (1932)
Carla Maffioletti, voz
Elda Pires, piano

29 - Batuque (1926)
Olinda Alessandrini, piano

João Schwarz Filho

30 - Tarantella, opus 11, para piano a 4 mãos (1913)
Maly Weissemblum e Cristina Gerling, piano

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ernesto Nazareth por... ele mesmo!


Mal pude acreditar quando encontrei esses oito arquivos de gravações de 1912 (sim, 100 anos!), com Ernesto Nazareth e Pedro de Alcântara, para a Casa Edson, e desses quatro solos de piano de Ernesto para o selo Odeon. Para mim, não parece haver dúvidas de que seja o mesmo pianista nas duas gravações. Se é Nazareth, bem... acreditemos que seja.  Note-se que na gravação de "Favorito", pelos 2:16, quando termina a primeira parte da volta à seção A, Alcântara começa a repeti-la mas tem que mudar o rumo porque Nazareth começa a repetir a seção B antes de acabar, ficando a forma assim: AA'BB'ACC'ABB'AA'... É isso?

Gravações para "Discos da Casa Edson" Rio de Janeiro:

01 - Odeon (E. Nazareth)
02 - Favorito (E. Nazareth)
03 - Linguagem do coração (Joaquim Callado)
04 - Choro e poesia (Alcântara, Napoleão e Catulo)

Ernesto Nazareth, piano
Pedro de Alcântara, flautim

Gravações de 1930 para Odeon
05 - Nenê
06 - Turuna
07 - Apanhei-te cavaquinho
08 - Escovado

Ernesto Nazareth, piano


É hábito classificar Nazareth na categoria de compositor popular. Contudo, a análise de sua obra desmente o estabelecido. Qual seria então a causa da insistência?
Será decorrência da popularidade que alcançou? Não o cremos, pois popularidade não implica que o autor tenha sido compositor popular. Bastaria pensar em Schubert. [...] Poder-se-ia pensar no nome das danças: tangos, valsas, polcas, sambas, scottisches, quadrilhas. Mas o que dizer das danças estilizadas de compositores do Barroco? [...] Ou, quem sabe, limitações formais, falta de domínio da técnica de composição, vulgaridade, como em numerosos compositores amadores da época? Mas também neste terreno não se pode localizar uma possível resposta à indagação. Nazareth conhecia seu "métier" e dominava seu instrumento: o piano.
Temos a impressão de que a causa de resistência à classificação de Nazareth como compositor erudito está simplesmente nisto: ele não fez outra coisa senão música brasileira, mais especificamente carioca, em boa parte de sua obra. [...]
Em relação a Nazareth temos a opinião categórica de Darius Milhaud [...]: "É de lamentar que os trabalhos dos compositores brasileiros desde as obras sinfônicas ou de música de câmara, [...] sejam um reflexo das diferentes fases que se sucederam na Europa, de Brahms a Debussy, e que o elemento nacional não seja expresso de uma maneira mais viva e mais original. [...] Seria de desejar que os músicos brasileiros compreendessem a importância dos compositores de tangos, de maxixes, de sambas e de cateretês como Tupinambá ou o genial Nazareth".
Nazareth partiu do substrato popular e do estudo de compositores europeus, sobretudo Chopin. Não pôde viajar à Europa como seus renomados contemporâneos. [...} Nazareth não foi compositor popular. Suas obras são demasiadamente elaboradas. Corrigia-as meticulosamente. Não fazia música para o consumo imediato em bailes, festas, carnaval, boates. Não obstante, o povo, melhor, a alma popular, está presente em suas peças para piano. Diríamos que Nazareth conseguiu captar, em termos de alta criação artística, a essência de certos aspectos da alma popular, apesar do caráter erudito de sua obra. [...]
A obra de Nazareth exerceu notável influência na criação musical de numerosos compositores brasileiros do século XX. Sua música não tem, é certo, a envergadura da de Villa-Lobos. Seu campo expressivo é mais restrito. Dentro de seu âmbito, porém, dificilmente poderá ser superada e boa parte de suas composições têm um lugar definitivo na Música Brasileira. [...] Nazareth e Nepomuceno são verdadeiramente os fundadores da música erudita brasileira.

KIEFER, Bruno. História da música Brasileira. Porto Alegre, Movimento, 1977, p. 118-126

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Marijn Simons interpreta Villa-Lobos



Fantasia de Movimentos Mistos (1921), para violino e orquestra
01 I. Alma Convulsa
02 II. Serenidade
03 III. Contentamento

Sonata nº3 (1920), para violino e piano
04 I. Allegro non troppo
05 II. Allegro vivace scherzando
06 III. Molto animato e Final

Marijn Simons, violino
Orquesta Sinfonica Nacional de México (1-3)
Enrique Dimecke, regente (1-3)
Emil Holmström, piano (4-6)

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PS: Taí um bom motivo para crer que uma obra do Villa no ostracismo pode ser obra-prima (doido para ouvir Madona e Vidapura! Ninguém teria uma inesperada gravação?).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Valsas de Esquina - Francisco Mignone



Aqui está uma compilação que fiz das doze valsas de esquina (pra mim são valsas melhores que as de grandes compositores europeus) a partir de downloads e pesquisas pela net. Bom proveito.

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