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sábado, 7 de julho de 2012

Guerra-Peixe: Sonatas para Violino e Piano


Sonata Nº 1, para violino e piano (1951), dedicada a Altéia Alimonda e Lydia Alimonda Haller
I. Andante con moto
II. Allegro moderato (Coco)
III. Allegro (Cabocolinhos)

Sonata Nº 2, para violino e piano (1978)
I. Allegro comodo
II. Recitativo
III. Scherzoso

Ludmila Vinecka, violino
Alda de Mattos, piano

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O período transcorrido entre a composição da Sonata nº1, para violino e piano (Recife, 1951) e a Sonata nº2 (Rio, 1978) compreende vinte e sete anos. Enquanto a primeira é muito contrapontada, a segunda assinala maior economia de meios, grande simplicidade e — por que não dizê-lo? — comunicabilidade irrecusável. Estas condições foram conseguidas não só em virtude de uma longa experiência técnica como, também, pela circunstância do autor haver absorvido, mais profundamente, as bases de material folclórico que pesquisou in loco nas suas andanças por Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais e outros Estados. Aliás, o compositor, que antes insistia no uso mais ou menos direto de constâncias folclóricas, verificou, a partir dos Cânticos serranos nº2 (1976), para canto e piano, que já deveria começar a superar o folclore, sem, contudo, abrir mão dos seus objetivos nacionalizantes e sem descambar para o cosmopolitismo ainda em voga. Mantém-se, portanto, na mesma posição de outrora, só que numa outra fase. Se nesta Sonata nº2 a forma parece clara e o conteúdo mais liberado, verdade é que inicia como se fosse mozartiana (…), para, gradativamente, manifestar uma expressão que é particular do autor.
            No primeiro movimento, Allegro comodo, ocorre uma exposição bitemática. Mas não há a parte central de ‘desenvolvimento’ de temas, e sim, uma representação (com outro clima) do primeiro tema, ao qual se segue uma coda.
            O segundo movimento, Recitativo, é um solo inteiramente sobre a quarta corda do violino, o executante podendo permanecer numa interpretação bem à vontade, como ocorre nesta gravação. Ao atingir o ponto culminante da melodia, o piano, com efeito do pedal, ataca rapidamente dois acordes que permanecem até o final do movimento, enquanto o violino completa a melodia.
            Uma série de seções caracteriza o Scherzoso, movimento final. Além de elementos do populário nordestino, há um momento em que o piano executa um toque de viola rasqueada à maneira paulista, com ritmo e harmonia típicos de São Paulo; não tanto de forma direta, mas sua essência, e seu ‘sotaque’, como diriam os músicos do povo. Termina a obra uma reprodução do primeiro motivo do movimento inicial, e que dá um caráter cíclico ao trabalho.
            Como foi dito antes, os Cânticos serranos nº2 abriram o caminho para esta fase, que prossegue em Drummondiana (voz e orquestra), Roda de amigos (orquestra de câmara), Prelúdios tropicais (piano), Lúdicas (violão) e Sumidouro (voz e trio tardicional, sobre poesia de Olga Savary).
            A gravação da Sonata nº2 feita por Jerzy Milewski e Aleida Schweitzer nesta gravação está ótima; sem dúvida, ideal.

Guerra-Peixe
Rio 1981

domingo, 7 de novembro de 2010

28º CIVEBRA (2006) - Santoro e Mignone




28º Curso Internacional de Verão CEP/EMB

Concerto da Orquestra

  • Claudio Santoro
Concerto nº1 para piano e orquestra
01 I. Choro (Lento e Cantabile - Allegretto - Moderato)
02 II. Moda (Lento)
03 III. Final (Allegro)

  • Francisco Mignone
Festa das Igrejas (versão com órgão)
04 I. S. Francisco da Bahia
05 II. Rosário de Ouro Preto, Minas
06 III. O Outeirinho da Glória, Rio de Janeiro
07 IV. Nossa Senhora do Brasil, Aparecida

Orquestra do Curso
Alda Mattos, piano (faixas 1-3)
Ricardo Rocha, regente

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Concerto realizado em 27 de janeiro de 2006 no Teatro Nacional Claudio Santoro

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