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sexta-feira, 8 de abril de 2011

M.Camargo Guarnieri por Cynthia Priolli



Mais um post deste grande compositor aí para vocês. Aqui, Cynthia dá uma nova cara, uma mais expressiva, para alguns dos mais importantes trabalhos para piano desse compositor, o que inclui sonatinas, momentos, ponteios, estudos e valsas.

Bom proveito!

Camargo Guarnieri (Cynthia Priolli - piano)


01 - Sonatina n.1 - Molengamente
02 - Sonatina n.1 - Ponteado e Bem Dengoso
03 - Sonatina n.1 - Bem Depressa
04 - Valsa n.10 - Choroso
05 - 6 Ponteios - n.13 Saudoso
06 - 6 Ponteios - n.35 Dengoso
07 - 6 Ponteios - n.45 Com Alegria
08 - 6 Ponteios - n.12 Decidido
09 - 6 Ponteios - n.22 Triste
10 - 6 Ponteios - n.43 Grandioso
11 - Estudo n.6 - Caprichoso
12 - 4 Momentos - n.7 Calmo e Tristonho (Homenagem a Henrique Oswald)
13 - 4 Momentos - n.8 Gracioso
14 - 4 Momentos - n.9 Sofrido
15 - 4 Momentos - n.10 Íntimo
16 - Sonatina n.4 - Com Alegria
17 - Sonatina n.4 - Melancólico
18 - Sonatina n.4 - Gracioso

Gravado no Auditório Horta Barbosa, UFRJ, 26 e 27 de novembro de 1990

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domingo, 5 de setembro de 2010

Camargo Guarnieri - Universo Tropical (Cynthia Priolli, piano)


Dez Improvisos
01 I. Calmo
02 II. Lentamente (Homenagem a Villa-Lobos)
03 III. Nostálgico
04 IV. Saudoso
05 V. Alegre
06 VI. Tristonho
07 VII. Tranquilo
08 VIII. Profundamente triste
09 IX. Melancólico
10 X. Dengoso

Sonatina nº8
11 I. Repenicado
12 II. Profundamente íntimo
13 III. Dengoso

Seis Momentos
14 I. Dolente
15 II. Lento e nostálgico
16 III. Com alegria
17 IV. Terno
18 V. Desolado
19 VI. Improvisando

20 Toada Sentimental

21 Saramba

Cynthia Priolli, piano

1985

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Camargo Guarnieri - OSUSP

01 Concerto para orquestra de cordas e percussão (1972)

02 Toada à moda paulista (1929)

Seresta para piano e orquestra de câmara (1965)
03 I. Decidido
04 II. Sorumbático
05 III. Gingando

06 Abertura Concertante (1942)

Cynthia Priolli, piano (faixas 3-5)
Camargo Guarnieri, regente (faixa 1)
Ronaldo Bologna, regente (faixas 2-6)
Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo

USP
1997

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Seresta para piano e orquestra


Apenas um ano separa o Concerto n" 3 da Seresta, que inaugura o terceiro estágio. Encomendada pela Sociedade de Cultura Artística de São Paulo e dedicada a Anna Stella Schic, ela foi composta em 1965 para piano solista, harpa, xilofone, tímpano e orquestra de cordas, e obteve, em 1969, o prêmio Golfinho de Ouro, concedido pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Ao contrário do que o título pode sugerir, essa não é uma seresta lírica, mas uma sublimação da música de choro em sua riqueza de contracantos e de contra-ritmos.

No primeiro movimento, 'Decidido', a obra mostra imediatamente seu personalíssimo perfil. Uma linha melódica ascendente, sinuosa, se faz ouvir ao piano com discreto apoio da orquestra. O desenho prossegue, gracioso, até a sua enfatização com o desdobramento da linha melódica em duas, num efeito de eco, enquanto caminha, em dinâmica crescente, para o registro grave do instrumento. A orquestra, tratada como num concerto grosso, contraponta fazendo parte do tema em valores dobrados. O discurso prossegue com piano e orquestra contrapontando-se e dialogando em torno do tema único, até o final do movimento. Essas falas simultâneas e dialogadas entre o solista e os demais instrumentos, isoladamente, em naipes ou nos tutti, criam atmosferas novas através de combinações fímbrias inusitadas, além de destacarem outros elementos do texto musical. A espontaneidade da inspiração cromática, a sinuosidade caprichosa ressaltam a originalidade da feitura melódica. Servindo-se apenas de duas figuras em todo o movimento - colcheia e semínima -, Guarnieri cria uma rítmica fecunda e personalíssima: aliada à sua habitual alternância de compassos, uma riquíssima variedade de acentos e um aproveitamento inusitado da eloqüência das pausas alimentam o texto de notável vitalidade. Outro traço do estilo guarnieriano - a escrita por linhas horizontais, sua tendência para o contraponto - tem excepcional rendimento nesse movimento, onde surpreende pela ousadia com que é tratado, a movimentação das partes com uma liberdade que por vezes parece ignorar limites.

Dois temas compõem o segundo movimento, 'Sorumbático'. No primeiro Guarnieri manifesta sua ligação afetiva com a terra através da quintessência da modinha, intacta em seu lirismo. O segundo é criado em instrumentação preciosa, inicialmente nos violoncelos com os baixos sustentados pelos contrabaixos e o piano em delicados arpejados que antecedem acordes à maneira da harpa; depois ao piano em escrita mais densa, contrapontado pelas violas; e finalmente nos violinos, com harpa e primeiros violinos marcando suavemente a pulsação de um desenho melódico obsessivo e o piano no registro agudo em tercinas compostas de uma oitava justa ascendente e outra diminuta descendente, movimento e dissonância que soam como uma etérea ondulação. Uma ponte conduz à volta do primeiro tema no piano, depois nos primeiros violinos e violoncelos. A pequena coda também utiliza esse tema, que encerra o trecho em recolhimento.

O terceiro movimento, 'Gingando', aproxima-se mais das raízes nacionais, principalmente no extrovertido primeiro tema. Como vindo das profundezas da memória, um ritmo nasce, longínquo, no tímpano em pp, entrecortado, aqui e ali, pelas cordas, cuja fala vai se tornando mais consistente e freqüente, até substituí-lo na sua base rítmica para a entrada do piano que, em notas rebatidas, revive animado o clima da embolada. O segundo tema é apresentado pelos segundos violinos e violas; a energia alegre da melodia e a impulsividade rítmica transbordam vitalidade que cresce a cada reapresentação, primeiramente no piano solo e depois acompanhado pela orquestra. Após a volta do primeiro tema, chegamos ao ponto culminante: coroando a ousadia contrapontística, cantam juntos, gloriosamente, o primeiro tema no piano e o segundo na orquestra. Repete-se o processo, invertida a distribuição das partes. O resultado é impactante nas duas versões, às quais se segue um brilhante desenho ascendente extraído do primeiro tema, no instrumento solista apoiado pela orquestra. A obra termina com breve mas eloqüente intervenção do tímpano, ao qual se juntam, no compasso seguinte, piano e orquestra, numa convicta síncopa.

Laís de Souza Brasil

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