Google
 
Mostrando postagens com marcador Karl Martin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Karl Martin. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de dezembro de 2011

Harry Crowl - Obras Orquestrais 2


 01 De Fluminibus (2006), 4 reflexões sobre rios, para orquestra de cordas
Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba

02 Antíteses (2009), para viola pomposa e orquestra
Zoltan Paulinyi, viola pomposa
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais
Charles Roussin, regência

03 El Espiritù de Reynogüelén (2011), para contrabaixo, coro feminino e orquestra
Pablo Guiñez, contrabaixo
Collegium Cantorum
Orquestra Filarmônica da UFPR
Márcio Steuernagel, regência

Antipodae Brasilienses (2008), para orquestra
04 I. Do Sertão ao Delta
05 II. Paisagem de Inverno
Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas
Karl Martin, regência

DOWNLOAD

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Harry Crowl - Obras Orquestrais


01 Icnocuícatl (1995, revisão 1998), para orquestra de câmara [mp3]
Orquestra de Câmera do Conservatório Bruckner (Linz, Áustria)
Norbert Girlinger
, regente

02 Sicut erat in principio (1998), para orquestra [mp3]
Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas
Karl Martin, regente

03 Aetherius (2002), para orquestra de cordas [mp3]
Orquestra UNISINOS
Roberto Duarte
, regente


04 De Fluminibus, 4 reflexões sobre rios (2006) para orquestra de cordas [mp3]
I. Rios Imaginários
II. Assoreamentos
III. Rios Furiosos
IV. Rios Ausentes
Orquestra de Câmara da Rádio Romena
Christian Brancusi, regente


(...)


Wellington Bujokas - A decisão de se estabelecer em Curitiba, em 1994, bem como a atração por regiões frias que você freqüentemente comenta em nossas conversas, sobretudo no interesse pelo norte e leste europeu, me parecem moldar aos poucos uma certa “estética do frio”. Como você já afirmou, as imagens externas são cada vez mais importantes enquanto motor de sua escrita — embora elas já estivessem presentes há muito tempo no seu trabalho. Da mesma forma, são parcas, na sua escrita, as sugestões a uma ação contínua que pudessem indicar direcionamento ou mesmo desenvolvimento, e a tensão tem uma tendência à estática. Por fim, você se aproximou da poesia simbolista, e obras mais recentes, como o Concerto para oboé e cordas (2001), o Concerto nº2 para flauta e orquestra de câmara (2002), Aetherius (2002), e De Fluminibus (2006), não têm o mesmo colorido orquestral que a Sinfonia nº1 e o Icnocuícatl (1995). Seria pertinente falar em uma "estética do frio"?

Harry Crowl - A sua observação é muito interessante, mas nunca pensei necessariamente numa "estética do frio". Como nasci e cresci numa região montanhosa, o frio sempre fez parte da minha vida e físicamente, sempre me senti melhor no frio que no calor. Talvez, por isso sempre tenha olhado para a idéia do país tropical com uma certa desconfiança, embora sinta também muita atração pelas cores vivas e intensas das regiões quentes. Em Curitiba, mergulhei num universo mais intimista e passei a ter acesso a intérpretes e grupos musicais mais próximos de mim. Quando vivia em Ouro Preto, não tinha qualquer músico à minha volta. Quase não tinha com quem falar do meu trabalho, o que muitas vezes me levava a um estado depressivo. Em Curitiba, apesar dos senões freqüentemente colocados por nativos e alguns forasteiros, encontrei um local de trabalho perfeito, onde posso interagir com meus pares na medida da minha necessidade.

O Concerto para oboé foi escrito para o oboísta Lúcius Mota, de Tatuí, mas também para a Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba. Aetherius foi escrito para a Orquestra Sinfônica da USP. De Fluminibus, para um concurso de composição em Belo Horizonte e o Concerto nº2 para flauta foi escrito e estreado pela Orquestra Filarmônica da UFPR e o flautista paranaense Fabrício Ribeiro. Nessas obras, assim como em Icnocuícatl, há um elemento de perda, algo um tanto elegíaco. Aetherius faz referencia à morte do meu primo Erich Mathias, que era um cientista político envolvido com questões do terceiro mundo. Éramos um tanto como irmãos e tínhamos idade bem próxima. Quando vivi nos EUA, morei na casa da minha tia, e tínhamos uma convivência constante. Ele sempre vinha ao Brasil me visitar. Ele morreu num inexplicável acidente de carro chegando a Iowa City, depois das festas de ano novo, em 1999. Foi uma época complicada de minha vida, mas que pude superar numa boa por que o mundo à minha volta me apoiava. Sentia-me como se Curitiba tivesse sido sempre a minha cidade. Rapidamente, comecei a absorver os elementos à minha volta, sem esquecer naturalmente, a experiência anterior.

(...)

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui

pensando clássicos Headline Animator

Orkut: Comunidade Música Brasileira de Concerto

Um espaço para todos os visitantes deste blog, onde poderemos trocar idéias para futuro do blog, discutir temas relativos à música brasileira e também nos conhecer.

Comunidade Música Brasileira de Concerto