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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Hekel Tavares - Concertos em formas brasileiras

Concerto para violino e orquestra em formas brasileiras, op. 107, nº4
01 I. Modinha: Andante con Moto - Allegro
02 II. Louvação: Lento
03 III. Ponteio: Allegro Risoluto - Sostenuto - Allegro Vivace

Concerto para piano e orquestra em formas brasileiras, op. 105, nº2
04 I. Modinha: Tempo di batuque - lento con simplicità
05 II. Ponteio: Largo - Molto contabile ed expressivo
06 III. Maracatu: Lento, ma vigoroso

Oscar Borgerth, violino
Souza Lima, piano
Orquestra Sinfônica Nacional
Hekel Tavares, regência

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Edino Krieger - Sonatas


Sonata nº1 para piano
01 I. Andante
02 II. Seresta (Homenagem a Villa-Lobos)
03 III. Variações e Presto
Miguel Proença, piano

Sonata nº2 para piano
04 I. Allegro
05 II. Andantino, Moderato e Con Motto
06 III. Vivace Molto e Con Spirito
Laís de Souza Brasil, piano

Sonata para piano a quatro mãos

07 Moderato
Miguel Proença e Laís de Souza Brasil, piano

DOWNLOAD (link atualizado em 20/11/2010)


Krieger e as Sonatas para piano


As Sonatas para Piano, de Edino Krieger — que recebem neste LP o seu primeiro registro fonográfico — foram compostas na década 50, época em que o compositor produziu também o Quarteto para Cordas nº1 e a Brasiliana (para viola e cordas).

Impregnadas de atmosfera modal, quanto à sua essência melódico-harmônica, essas obras trazem reminiscências do período em que Krieger viveu nos Estados Unidos (1948-49), estudando com Aaron Copland (no Festival de Tanglewood) e Peter Menin (na Juilliard School of Music, de Nova Iorque). Pertencem a uma fase marcada pela presença de elementos temáticos de caráter nativista, dentro de um traçado formal tradicionalista. No período anterior, predominavam técnicas e linguagem vanguardistas, e um culto sistemático das formas sintéticas e miniaturistas.

A Sonata nº1 foi escrita no Rio de Janeiro, entre dezembro de 1953 e maio de 1954. Já no primeiro movimento — Andante – Allegro energico — desponta o clima modal da partitura, ao lado do emprego constante de quartas e quintas justas e dos desenhos uníssonos em dobramentos de oitava. Poulenc, Prokofiev e o próprio Aaron Copland podem ser apontados como fontes de influência para o discurso musical do autor.

O segundo tempo — Seresta — já existia antes como peça isolada, trazendo no subtítulo a menção “Homenagem a Villa-Lobos”. Trata-se de um texto em que convivem simplicidade melódica e vigor pianístico, mesclando-se a ambientação modal com características mais determinantes da música brasileira de caráter urbano.

O movimento final — Variações e Presto — inicia-se com um tema lento e expressivo, exposto em linguagem transparente. A 1ª variação (Moderato) tem caráter rítmico: o autor propõe uma nova figuração para o desenho temático (melodicamente um terço acima), usando com abundância pausas e deslocamentos de acentos. A 2ª variação (Andantino) fixa-se no aspecto melódico, começando pela exposição do tema em movimento contrário. A 3ª variação apresenta o motivo central com os valores ampliados, em contraponto com belos comentários de sabor seresteiro. A quarta — e última — variação é um Allegro scherzando de feição rítmica e virtuosística.

O Presto conclusivo fecha a Sonata em atmosfera burlesca, tipicamente brasileira: o desenho principal sugere com nitidez um frevo nordestino.


É importante ressaltar que a Sonata nº1 foi, 1959, adaptada pelo autor para orquestra de cordas, recebendo, na nova versão, o título de Divertimento para Cordas, obra que obteve o 1º Prêmio no concurso “Música e Músicos do Brasil” da Rádio MEC.

Estreada no Rio, em 1959, pelo pianista Homero Magalhães, a Sonata nº2 foi composta três anos antes, em abril de 1956, quando Krieger se aperfeiçoava em Londres, com Lennox Berkeley. A obra mantém o clima melódico-harmônico da sonata anterior, desenvolvendo-se igualmente em três movimentos.

O primeiro movimento — Allegro — apresenta acélula temática inicial em oitavas dobradas, prosseguindo em seguida na textura modal peculiar e impregnando o discurso pianístico de cristalinos trinados, procedimento que — um ano mais tarde — o autor conservaria em sua conhecida Sonatina.

O segundo movimento — Andantino — traz sugestões nordestinas com sutil tratamento harmônico, remetendo-nos ao despojamento e ao savoir-faire dos Andantes de Guarnieri. O texto caminha para um adensamento da linguagem pianística, retornando em seguida à amena beleza do clima inicial.

O tempo final — Vivace molto e com spirito — tem o caráter de uma Tocata, alternando células de acordes de quinta justas com sinuosos desenhos de oitavas dobradas. A conclusão é brilhante e virtuosística.

Primeira obra dessa série, a Sonata para Piano a Quatro Mãos foi criada em 1953, surgindo inicialmente como um Rondon-Fantasia, dedicado a Jeanette e Heitor Alimonda. Krieger posteriormente ampliou a partitura e rebatizou-a de Sonata, tornando o final pianisticamente mais eloqüente.

O autor conservou, porém, a estrutura de um único movimento de caráter monotemático: o expressivo motivo principal aparece variado no decorrer da peça, com as características essenciais do décor modal, límpidos trinados e transparentes texturas.

Em 1971, a Sonata para Piano a Quatro Mãos foi editada pela Peer International (Nova Iorque/Hamburgo).

Ronaldo Miranda

domingo, 27 de dezembro de 2009

Villa-Lobos - Concurso internacional de quarteto de cordas - 1966

Quarteto de Cordas no. 16
01 I. Allegro non troppo
02 II. Molto Andante
03 III. Scherzo. Vivace
04 IV. Molto Allegro
Quarteto Rio de Janeiro

Quarteto de Cordas no. 11
05 I. Allegro non troppo
06 II. Scherzo vivace
07 III. Adagio
08 IV. Poco andantino
Quarteto de Cordas Mário de Andrade (mais tarde renomeado da Cidade de São Paulo)

DOWNLOAD (link atualizado 21/11/2010)

PS: peço desculpas pela qualidade do som. O LP estava um pouco maltratado e, mesmo que não estivesse, parece que não tinha a melhor qualidade. De qualquer forma, gosto muito dessas interpretações e acredito que vale muito a pena escutá-las.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pe. JOÃO DE DEUS CASTRO LOBO: Matinas de Natal

Pe. João de Deus Castro Lobo (Minas Gerais, 1794-1832)

In Nativitate Domini Ad Matutinum

Elenis Guimarães, soprano

Márcia Borges da Fonseca, mezzo soprano

Rafael Bion Loro, violino

Leonardo Loureiro Winter, Flauta

Coral Porto Alegre e Orquestra

Ernani Aguiar, regente

DOWNLOAD:
Parte 1
Parte 2

domingo, 20 de dezembro de 2009

Guerra-Peixe - Retirada de Laguna


A Retirada de Laguna
(1971), para orquestra

01 I. Partida para os Campos
02 II. Pantanais
03 III. Alegria em Nioaque
04 IV. Laguna
05 V. Uma Noite Calma
06 VI. Incêndio; Depois, o Temporal
07 VII. Esperança no Campo das Cruzes
08 VIII. A Morte do Guia Lopes
09 IX. Regresso Pacífico
10 X. Canção à Fraternidade Universal

Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC
César Guerra-Peixe, regente

Funarte/Itaú Cultural

DOWNLOAD (atualizado em 20/11/2010)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Villa-Lobos - Sinfonia nº4, Concerto nº2 para cello, Amazonas


Sinfonia nº4 "Victoria" (1919), para orquestra e banda
01 I. Allegro impetuoso
02 II. Andantino
03 III. Andante
04 IV. Lento - Allegro

Concerto nº2 para violoncelo e orquestra
(1953)
05 I. Allegro non troppo
06 II. Molto andante cantabile
07 III. Scherzo: Vivace
08 IV. Allegro energico

09 Amazonas (1917), bailado para orquestra

Andrés Díaz, cello
Orquestra Sinfônica Simón Bolívar
Enrique Arturo Diemecke, regente

Dorian Recordings
1996

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domingo, 15 de novembro de 2009

Villa-Lobos - Missa São Sebastião, Bachianas Brasileiras nº9 (Associação de Canto Coral, Person de Mattos, Lakschevitz)


Missa São Sebastião
, versão para coro misto
01 I. Kyrie
02 II. Glória
03 III. Credo
04 IV. Sanctus
05 V. Benedictus
06 VI. Agnus Dei

Bachianas Brasileiras nº9, para coro misto
07 I. Prelúdio (Vagaroso e místico)
08 II. Fuga (Poco apressado)

Associação de Canto Coral
Cleofe Person de Mattos, regente (faixas 1-6)
Elza Lakschevitz, regente (faixas 7-8)

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